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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Violão e Viola no Mercado dos Pinhões


Vídeos de duas composições inéditas do violonista, violeiro e compositor Marco Leonel Fukuda, "Coração de Pinho" e "Sonhos Andarilhos", que serão gravadas no nosso 3º álbum de carreira. Filmadas em abril de 2014, no Mercado dos Pinhões (1897), patrimônio histórico municipal tombado no tradicional bairro Praia de Iracema, em Fortaleza. Videomaker: Valentino Kmentt (Mysteria / 2 Izqueiros).

Para nós foi uma alegria poder tocar em um espaço público tão simbólico da cidade, encontro de um domingo à tarde com os instrumentos na rua, violão e viola, ressoando juntos, ventilados pela brisa que vem do mar.   


Marco Leonel Fukuda - "Coração de Pinho" (viola de 10 cordas)




                                         Marco Leonel Fukuda - "Sonhos Andarilhos" (violão)




Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cursos Projeto Jardim de Gente CCBJ



Cursos gratuitos no Centro Cultural Bom Jardim (CCBJ) com inscrições abertas agora no final de setembro de 2013. Os cursos contemplam atividades de arte e cultura abertos ao público - projeto Jardim de Gente, em áreas como Gastronomia, Música, Moda, Audiovisual, Informática, Artes Visuais e Artesanato.
O curso de Violão Iniciante é um dos cursos livres ofertados neste ciclo e terá 60h/aula, começando no dia 9 de outubro até a semana de 13 de dezembro deste ano. Quartas e sextas, de 9h às 12h, no CCBJ (Rua Três Corações, 400  - Bom Jardim - Fortaleza/CE).  

Mais informações:

www.dragaodomar.org.br
(85) 3245.9036 / 8842-7472 / 9825-2172
 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Laboratório de Música do Porto Iracema das Artes


Fase de demonstração presencial (audição) dos projetos pré-selecionados de música do Laboratório de Criação em Música da Escola Porto Iracema das Artes. Dias 10 e 11 de agosto, às 19h, no Anfiteatro do Dragão do Mar.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pedalar a passeio ou como ato político


Concentração do grupo de passeio ciclístico Ciclo Adventure na
Praça Martins Dourado, no bairro Cocó, em Fortaleza.
Foto: Marco Leonel Fukuda

Os passeios ciclísticos crescem em Fortaleza com grupos de pessoas que se reúnem para o lazer e o esporte, ou em iniciativas para promover a bicicleta como alternativa de mobilidade urbana.

A ideia de reunir um grupo para pedalar em passeios noturnos nas grandes cidades brasileiras surgiu em 1989, quando a fotógrafa e cicloativista Renata Falzoni fundou o Night Biker’s Club, grupo de ciclistas que desde 1993 realiza roteiros de bicicleta nas noites de terça-feira em São Paulo. Além de difundir a prática do ciclismo como esporte, em particular da modalidade do Mountain Bike, os passeios tinham por objetivo promover a bicicleta como meio de transporte, com orientações de medidas de segurança para os ciclistas e de educação no trânsito.


O costume rapidamente chegou a Fortaleza, e um dos passeios ciclísticos noturnos mais antigos da cidade é organizado desde 1998 pela loja Sport & Bike, no bairro Varjota, todas as segundas e quartas a partir de 20h30. A empresária de moda Rosana de Carvalho, 49, frequenta esse passeio há mais de três anos e levou pela primeira vez a filha Gabriela, 18, universitária, para participar da atividade. Rosana vai de carro trazendo a própria bicicleta de casa; ela gosta de pedalar nos passeios por conta do exercício físico e das amizades que faz no grupo. Porém vê dificuldades de conforto e tempo para utilizar a bicicleta ao se locomover no dia a dia pela cidade. “Porque o trânsito é louco, a cidade é quente, e tenho medo de assalto”, justifica.


José Rogério de Farias, 56, empresário do setor de transporte, organiza todas as terças e quintas os passeios de bicicleta da sua loja Ciclo Adventure, que sai às oito horas da noite da praça Martins Dourado, no bairro Cocó. Seu Rogério começou a pedalar por recomendação médica e incentivo dos filhos. Incorporou a bicicleta no estilo de vida, melhorou de saúde e, a pedido dos clientes, passou a realizar os passeios ciclísticos também como uma estratégia de negócios. Ele aponta os batedores experientes orientando os trajetos e a retaguarda do carro de apoio para proteger o grupo como diferenciais de estrutura e segurança nos passeios viabilizados por algumas lojas de artigos de ciclismo. Para Rogério, “os passeios são como uma pequena manifestação, que tranca a rua e diminui o ritmo do trânsito. Além do lazer, o passeio é uma mostra para tentar sensibilizar os motoristas da maior mobilidade da bike em relação ao carro”, explica.

Na manhã do segundo domingo de cada mês, na Praça Luíza Távora, os voluntários 
da Escola Bike Anjo ensinam a andar de bicicleta e orientam quem quer pedalar no cotidiano.
Foto: Marco Leonel Fukuda

Mudando de marcha
Pedalar em outros horários e com finalidades distintas é um fenômeno que se observa nas ruas da capital cearense. O professor e guia de turismo Paulo Probo, 45, mobiliza passeios de bicicleta solidários para arrecadar donativos para instituições filantrópicas, além de coordenar os passeios ciclísticos do projeto “Viva o Centro”, de educação patrimonial e turismo cultural com roteiros pelo Centro Histórico de Fortaleza nas manhãs e tardes de domingo, com agendamento prévio para escolas e empresas. “A bicicleta favorece muito o contato mais íntimo com a cidade e os equipamentos, torna tudo mais prazeroso. Dinamiza o passeio na relação de cuidado das pessoas consigo, com o outro e a cidade”, afirma. Paulo é morador do Centro e pedala todos os dias até o trabalho na Aldeota. Duas vezes por semana, leva de bicicleta o filho João Gabriel, de dois anos, para a creche em um banco adaptado para a criança na garoupa, sem esquecer do capacete para ambos.


Joaquim Alencar, 50, contador e empresário, é praticante do triathlon de “endurance”, voltado para provas longas de resistência física. A bicicleta para Joaquim é incluída na rotina de treinos desse esporte, que iniciou com o auxílio de assessorias especializadas. Ele é categórico quando o assunto é segurança. “Pelo que observamos na rua, saímos equipados adequadamente para o ato de pedalar bicicleta e treinar. Os equipamentos são capacete, vestimenta auto-refletida, roupas mais finas e uma lanterna. O ciclista deve pedalar no sentido da via, obedecendo o fluxo”, conclui.


O cicloativismo, ou a militância em prol da bicicleta como meio de locomoção, é o que move a ação política do advogado Celso Sakuraba, 26. Ele integra o movimento Massa Crítica Fortaleza, grupo à frente de manifestos para reivindicar a construção de ciclovias e melhorias na mobilidade urbana. “A Massa Crítica não se vê como grupo de passeio ciclístico. Ela faz manifestação pedalando”, contrapõe. Celso mora no Dionísio Torres, trabalha na Aldeota, e usa a bicicleta diariamente em todos os percursos. O movimento com influências anárquicas, realiza bicicletadas sempre na última sexta-feira de cada mês, em trajetos espontâneos partindo às 19h da Praça da Gentilândia. Quem sempre teve vontade de aprender a andar de bicicleta e utilizá-la como transporte, pode participar dos encontros da Escola Bike Anjo, nas manhãs do segundo domingo de cada mês, na Praça da CEART, na Aldeota.


O grupo de Passeio Ciclístico Ciclo Adventure se reúne todas as segundas e quartas, para sair às 20h da Praça Martins Dourado, no Cocó. Na foto, o grupo retorna na Avenida Washington Soares sentido Aldeota.
Foto: Marco Leonel Fukuda


Vida de Repórter
Tive a experiência de acompanhar um passeio ciclístico da Ciclo Adventure numa noite de quinta. Tirei a bicicleta guardada da garagem e a empurrei com os pneus vazios até a praça. Consegui pedalar 10 km, um terço do trajeto de ida e volta, que saía da entrada da Cidade 2000 até o posto Maluaga, sentido Beach Park. Parei pelo cansaço e depois de ver um ciclista a dez metros caindo da bike e quebrando o pé. Esperamos a ambulância chegar, segui o passeio descansando na kombi e aproveitei para entrevistar o Seu Rogério, organizador do passeio. As entrevistas antes de pedalar me permitiram entrar no universo sob duas rodas, entender mais o linguajar dos ciclistas, e as divergências ideológicas entre os frequentadores dos passeios noturnos e os integrantes dos movimentos cicloativistas, para enriquecer a matéria.

O grupo de passeio ciclístico Sport &Bike na concentração antes da
partida na rua Ana Bilhar, no bairro Varjota.
Foto: Marco Leonel Fukuda



Serviço

Passeio ciclístico Sport & Bike (24-30km) - 2ª e 4ª - 20h30 - Rua Ana Bilhar, 1680, 

Varjota                             (85) 3267-7452 / 8618-9045

Aluguel de bicicleta, capacete e carro de apoio: R$20. Quem já tem bicicleta, paga R$2 para ter direito ao carro de apoio.


Passeio ciclístico Ciclo Adventure (24-30km) - 3ª e 5ª - 20h - Praça Martins Dourado, 

Cocó                             (85) 3249-3636 / 9659-3926


Aluguel de bicicleta, capacete e carro de apoio: R$20. Carro de apoio: R$2

Federação de Triathlon do Estado do Ceará (Fetriece) (85) 3253.0321 - www.fetriece.com.br 


Viva o Centro! (9-11km) - domingos 9h ou 16h - (85) 8688-1344


Bicicletada Massa Crítica (10-12km) - última sexta de cada mês, às 19h, na Praça da 

Gentilândia.        www2.fortalezacritica.org

Escola Bike Anjo - segundo domingo de cada mês, de 8h às 12h, na Praça Luiza Távora (CEART), Aldeota            www.bikeanjo.com.br




Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Perspectivas mais acessíveis de mobilidade urbana


O trajeto cotidiano de um deficiente visual no transporte público traz à tona reflexões sobre acessibilidade e mobilidade urbana. Leia o perfil e pegue carona na história de Geovanio.



Geovanio senta em lugar cedido na topic 55 não por gentileza, mas pelo direito de assento preferencial garantido por lei para as pessoas com deficiência. Foto: Marco Leonel Fukuda

É como um carro com um vidro que embaça em um dia nublado, uma manhã de junho de chuva intermitente e inesperada em Fortaleza. Aparecem diante dos olhos vultos e imagens borradas sob o céu frio e acinzentado. O contraste entre a claridade da luz solar refletida nas nuvens brancas e o sombreamento do horizonte obriga ainda assim a usar o par de óculos escuros. É assim como Geovanio Ferreira da Silva, 44 anos, estudante de Filosofia da Universidade Estadual do Ceará (UECE), descreve a própria visão e se apresenta para o nosso perfil, enquanto esperamos o ônibus em uma parada da Avenida 13 de maio.

Geovanio é deficiente visual, com cerca de 0,05% da visão pelas estimativas dele, por conta do diagnóstico de retinose pigmentar. Os oftalmologistas acreditam que essa doença degenerativa da retina tem causas hereditárias, mas o paciente atribui a cegueira ao sarampo que teve aos cinco anos de idade. A retinose causou danos graves nas células da retina e do nervo ótico, na parte de trás dos olhos, com perdas significativas na captação de luz e de cores essenciais para formar as imagens.

Dou sinal à topic 55 e então subimos: eu pela frente; Geovanio tem direito à isenção da tarifa e sobe pela porta de trás. Ele me explica que o cartão de gratuidade que possui não é um passe livre. Na verdade é um acordo entre a Prefeitura de Fortaleza e os empresários do setor de transporte público para subsidiar as passagens dos idosos e das pessoas com deficiência. O validador eletrônico do cobrador registra mais uma passagem a ser cobrada depois do tesouro municipal. Para ter direito a esse cartão renovável a cada ano, a pessoa com deficiência precisa provar a sua condição, apresentando um exame de acuidade visual, um laudo médico, um formulário do posto de saúde e um comprovante de renda do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Geovanio recebe mensalmente um salário mínimo de Benefício de Prestação Continuada (BPC) do INSS, que o ajuda a continuar os estudos de Licenciatura em Filosofia e a sonhar com a sala de aula, no futuro, como professor. Se começar a trabalhar com carteira assinada, o deficiente visual perde o cartão de gratuidade. É contraditório também que se outras pessoas com deficiência visitarem a capital cearense, elas não terão direito à isenção da passagem de ônibus, nem de utilizar os cartões de seus locais de origem para se deslocarem pela cidade.


Geovanio Ferreira da Silva, 44, espera na parada seletiva de ônibus da Avenida Bezerra de Menezes junto com os demais usuários do transporte coletivo, no exercício cotidiano do ir e vir de todo cidadão.  Foto: Marco Leonel Fukuda


Geovanio enxergou normalmente e andou de bicicleta até os 26 anos, quando lupas para leitura e sucessivos óculos não foram suficientes para acompanhar a perda da lateralidade do campo visual. Em apenas dois anos, diminuiu rapidamente a visão periférica antes de afetar a visão central, e trouxe também a fotofobia, ou aversão à luz, ao não se sentir mais confortável em lugares muito claros ou muito escuros. Porém, surpreende pela prodigiosa memória, por ter decorado pontos de referência como o final da Avenida Domingos Olímpio, e as curvas até chegarmos ao North Shopping, cujo sopro do ar condicionado da entrada Geovanio consegue perceber pela sensibilidade da pele desde a janela da topic. Ele se acostumou a desenvolver os outros sentidos e a fazer mapas mentais com detalhes dos lugares que mais frequenta, tanto que dentro de casa ele nem precisa usar a bengala. E no caixa preferencial das lotéricas, até retirou cédulas organizadas de dentro da carteira, e perguntou, só para conferir, se eram mesmo duas notas de cem para pagar a fatura de duzentos reais do cartão de crédito.

Apesar das limitações desde que começou a perder a visão, Geovanio abraçou a religião evangélica, foi aprovado no vestibular e participou de cursos no Instituto dos Cegos e na Associação de Cegos do Estado do Ceará (ACEC). A fé e a determinação foram fundamentais para vencer inseguranças e desmistificar preconceitos em relação às pessoas com deficiência. Além da leitura em Braille, a realização de tarefas domésticas e diversos cursos profissionalizantes para a inserção no mercado de trabalho, ele ressalta a importância das aulas de orientação e mobilidade para a autonomia que adquiriu como deficiente visual.

A partir desse último curso, Geovanio aprendeu a manusear com destreza a bengala longa com movimentos de semicírculos para localizar obstáculos, proteger os passos de cada pé alternadamente, para assim andar pela cidade e até viajar sozinho. O curso de orientação e mobilidade prepara para uma vida independente, e também ensina às pessoas com perda de visão como subir e descer no transporte coletivo, além de utilizar elevador e escadas comuns ou rolantes.

Geovanio mora na Leste-Oeste e leva uma hora todos os dias no trajeto até a faculdade no bairro de Fátima, na topic 55 ou nos ônibus Albert Sabin e Grande Circular 1. Ele se recorda que há dez anos havia o ônibus Campus do Pici/Unifor da empresa São José de Ribamar, com ar condicionado e sintetizador de voz anunciando as próximas paradas. Essa demanda se soma à necessidade de melhorar o atendimento de motoristas e cobradores nos ônibus, bem como de guardas municipais e fiscais nos terminais integrados para guiar e orientar as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Geovanio lamenta as recentes manifestações que ocuparam as ruas das principais cidades do Brasil não terem incluído a acessibilidade como pauta de direitos e cidadania. Ele propõe que mais campanhas educativas sejam realizadas para informar e conscientizar a população, a fim de que as pessoas com deficiência possam ser incluídas de fato na vida em sociedade.



Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

terça-feira, 11 de junho de 2013

História do transporte público em Fortaleza


Praça Castro Carreira (Praça da Estação) de Fortaleza no início do século XX,
com a Estação João Felipe ao fundo, inaugurada em 1873. Foto: Acervo RFFSA.

Faça uma viagem pelo tempo, de 1873 a 2013, em um panorama de 140 anos de história do transporte público em Fortaleza. Conheça a evolução desde os bondes puxados por burros aos ônibus na municipalização do sistema de transporte na capital.

Bonde de tração animal puxados por burros,
implantado em 1880 em Fortaleza. Foto: Acervo Nirez

Trilhos
Para compreender o percurso histórico do transporte público em Fortaleza, é necessário voltar para o final do século XIX. A cidade ainda era uma provinciana capital que crescia com o comércio do algodão e vivia a influência cultural da Belle Époque francesa nas praças, nas construções, nos costumes sociais e no traçado urbano. 

Em 1870, Tomás Pompeu de Sousa Brasil, o Senador Pompeu (1818-1877), conseguiu uma licença com o Imperador Dom Pedro II para construir o primeiro trecho de ferrovia do Ceará, em sociedade com homens de negócios como o Barão de Aquiraz e o empresário inglês Henry Brocklehurst. Se no plano cultural daquela época, a influência era da França, na dimensão econômica e tecnológica, a Inglaterra era a principal referência: de lá que vieram os trilhos, as locomotivas a vapor, os carros de passageiros, os vagões de cargas, o material rodante e os acessórios ferroviários para o ramal que ligava a Estação Central de Fortaleza à Estação Arronches, na Parangaba.

Segundo Hamilton Pereira, engenheiro ferroviário aposentado da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.), “o transporte ferroviário era um vetor de progresso, desbravando sertão adentro, com o crescimento das cidades em torno das ferrovias e o desenvolvimento do Nordeste.” Para o engenheiro, o fluxo de produtos que vinham do interior para a capital era dificultado pela baixa infraestrutura das estradas e pelo transporte de tropas de mula. 

O cenário do transporte no Ceará muda com o advento das ferrovias, que passam a trazer as cargas de arroz, cana-de-açúcar e carne de Maranguape e café de Baturité diretamente para Fortaleza. A capital se torna um ponto de apoio privilegiado para o comércio, por conta do porto e da instalação dos trens. Além do escoamento de mercadorias, a ferrovia vai prover na década de 1920 o transporte de passageiros com conexões de trem suburbano entre a cidade e municípios próximos como Maracanaú e Caucaia.


Os bondes elétricos de Fortaleza foram implantados em 1913
pela Light, com energia oriunda da queima de carvão da Usina
de Luz e Força do Passeio Público. Foto: Acervo Nirez

Rodovias
A primeira linha de ônibus surge em 1926, como registra o acervo Nirez, da Praça do Ferreira ao Matadouro Modelo, onde hoje funciona a Regional I, próximo à estação Otávio Bonfim. Naquele tempo, a pavimentação em Fortaleza ainda era bastante precária, o que levou a disputas territoriais entre os bondes elétricos e os ônibus para circular nos trilhos assentados desde 1913 pela Light nas ruas da cidade. A briga por espaço e por passageiros levou a concessionária inglesa a entrar sem sucesso na Justiça com uma ação contra as empresas de ônibus, e assim começa a se dissolver o monopólio da operação do transporte público na capital cearense. 

De acordo com a historiadora Patrícia Menezes, mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora de documentação do Centro Cultural do Transporte CEPIMAR/SEST/SENAT, a década de 1920 inaugura o ônibus como modalidade de transporte coletivo em Fortaleza pelos itinerários fixos e pela política de tarifas. “O grande paradoxo é o transporte ser um serviço público feito por empresas privadas”, afirma a historiadora, que inclui nesse processo os problemas de locomoção e regulamentação do transporte observados historicamente em Fortaleza. Os trajetos mais rentáveis e a maioria das linhas de ônibus se concentravam no Centro e em bairros próximos, enquanto que a periferia não era bem servida de opções de linhas, demonstrando a falta de planejamento público de mobilidade. Havia também a diferença de tarifas por seções, que iam encarecendo à medida das distâncias percorridas. 

O serviço do transporte fortalezense naquela época teve sérios problemas de normatização e de flutuação administrativa. Faltavam leis que definissem a padronização dos veículos que realizariam os trajetos das linhas, bem como em relação a normas básicas de segurança e a responsabilidade das instituições para regular, controlar e fiscalizar o transporte público. Antes do primeiro Regulamento Municipal do Transporte aprovado pela Câmara dos Vereadores em 1954, havia dúvida de quem administraria o transporte na capital: a Inspetoria Estadual de Trânsito (atual Detran) ou o Departamento de Transportes Coletivos da Secretaria de Serviços Urbanos, órgão  criado em 1948 pelo prefeito Acrísio Moreira da Rocha. Além do mais, os ônibus eram construídos artesanalmente com carrocerias de madeira colocadas sobre chassis de caminhões, o que causou inúmeros acidentes como atropelamentos, incêndios e colisões com automóveis e bondes, registrados pela imprensa local. 

Fazer o retorno e observar o trânsito nessa movimentada avenida da história do transporte público em Fortaleza é importante para entendermos a complexidade da atual conjuntura da mobilidade urbana e o desenvolvimento do sistema municipal de transporte na cidade. O desafio que se coloca hoje para a capital do Ceará é planejar e investir em melhorias do transporte e na variedade de opções de deslocamento, para garantir plenamente o direito de ir e vir do cidadão, a partir dos caminhos sinalizados historicamente.


Ônibus Elétricos da CTC/Fortaleza - Foto: Acervo Nirez

Curiosidades históricas
Podemos também situar em Fortaleza a pontual presença de meios de transporte híbridos que fracassaram pela inviabilidade. A primeira dessas curtas experiências foi a “Pata-choca”, um rudimentar trator a gasolina que puxava vagões de bondes, levando cargas e passageiros até a distante Messejana no final da década de 1920. Outro caso curioso ocorreu durante a gestão do prefeito Murilo Borges, com a criação da Companhia de Transportes Coletivos (CTC) e a implantação dos ônibus elétricos em 1967, inspirada nos antigos electrobus ingleses do século XIX. A CTC foi uma tentativa de municipalizar e retomar o monopólio do serviço de transporte urbano a partir de uma instituição pública, e o meio escolhido foi o ônibus elétrico, que substituía o motor de combustão interna a diesel por um sistema de postes e fiação elétrica. Em 1971, o prefeito José Walter vendeu os nove ônibus elétricos da CTC, que posteriormente se reduziu apenas ao transporte escolar.

Essas são algumas das histórias do transporte público em Fortaleza para quem visita as exposições do Centro Cultural do Transporte da Federação dos Transportes CEPIMAR (Ceará, Piauí e Maranhão), associada ao SEST/SENAT. A instituição se localiza na Rua Dona Leopoldina, número 1050, Centro. O acervo de 60 mil documentos e publicações da história do transporte rodoviário em Fortaleza e no Ceará é aberto para consulta local de pesquisadores. As exposições podem ser agendadas com visitas guiadas para escolas no projeto “Pela Janela do Ônibus”, pelo telefone (85) 3252.2624.  

Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

Paideia e formação na dança



O balé da Edisca apresentou o espetáculo "Paideia - a formação das crianças" em breve temporada no Theatro José de Alencar entre os dias 9 e 12 de maio. Esse projeto da Edisca demonstra no palco a organização não-governamental reconhecida pelo trabalho de educação artística e inclusão social através da dança com crianças e adolescentes da periferia de Fortaleza. A concepção coreográfica do espetáculo se inspira na filosofia e na pedagogia gregas, fundamentadas em uma ampla formação humanística nas dimensões do corpo, do espírito e do intelecto. De certa maneira, o espetáculo é uma retrospectiva da própria trajetória da Edisca, que desde 1991, tem a arte como metodologia para educar, diminuir as desigualdades e transformar a realidade.


A intensidade de cores, movimentos e a vibrante trilha musical de "Paideia"
novamente entusiasmaram o público cearense que acompanha o trabalho da Edisca.

A participação de crianças e jovens de várias idades, a sincronia e o entrosamento
dos diversos bailarinos da Edisca também são dignos de nota em "Paideia". 

O público lota o palco principal do Centenário Theatro José de Alencar,
e aguarda ansioso pelo início de mais um espetáculo de dança da Edisca,

Mais informações no site da Edisca
Leia também - Resenha do espetáculo "Sagrada" da Edisca
aqui no blog Cultura Ciliar

Fotos: Kika Freitas / Lia Freitas
Texto: Marco Leonel Fukuda

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sinal fechado para o planejamento urbano



Poucos andam à tarde nas calçadas da Avenida Engenheiro Santana Júnior. Talvez por isso que o pavimento esteja bem conservado. Os pedestres deveriam estar circulando, mas esperam nas paradas de ônibus, enquanto algumas pessoas caminham desde o anfiteatro do Parque do Cocó vestindo roupas de ginástica. Tão arriscado o trânsito, que muitos ciclistas ocupam as calçadas, quando não se aventuram pedalando próximos ao meio-fio ou à beira do canteiro central. As grades instaladas no perímetro do parque ainda não protegeram o local do estigma de assaltos e arrastões antes frequentes perto dos semáforos e das esquinas. Quem está a pé, montado em dois pneus ou motorizado sob quatro rodas tem de estar bastante atento ao percorrer a área.

O mesmo a respeito da calçada não se aplica ao asfalto: desgastado e remendado pelo fluxo ininterrupto de veículos. A avenida aponta para o lado onde Fortaleza cresce, junto com o apetite da especulação imobiliária. Sonhos de consumo são materializados em arranha-céus, lojas, outdoors, condomínios fechados e concessionárias. É o palco de prometidas obras de mobilidade urbana, como o túnel da Rogaciano Leite, além dos viadutos nos cruzamentos com as avenidas Antônio Sales e Padre Antônio Tomás. Desses últimos, nem um traço ainda, talvez na prancheta do arquiteto. E o primeiro túnel sendo construído levará o cidadão sem rodeios para o estacionamento do Shopping Iguatemi, para direcionar a nova classe média diretamente para o interior do templo de compras.

O que incomoda é a quantidade de placas nos arredores, que sinalizam sem explicar qualitativamente os transtornos gerados no cotidiano da população. O fortalezense nunca tem, por parte das autoridades, o devido esclarecimento sobre desvios das rotas de ônibus, dos sentidos das vias, os impactos sociais e ambientais oriundos dessas intervenções urbanas. De repente, uma rua paralela do bairro muda de direção como a Vilebaldo Aguiar na semana passada, sem audiências ou consultas públicas. E assim temos vivido na encruzilhada solitária de avenidas movimentadas da metrópole, esperando brilhar a luz verde do sinal do planejamento urbanístico.

Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

sábado, 13 de abril de 2013

Exposição In.Ventos Cores

Arte: Carla Rebouças

A exposição "In.Ventos Cores" se iniciou na última terça-feira, 9 de abril, no Restaurante Dona Chica, em Fortaleza. Serão expostos e vendidos móbiles, dobraduras de papel (origami), mandalas, filtros dos sonhos, colares, pulseiras e brincos, feitos pelos artistas-artesãos Fabiana Brogliato, Maité Santiago e Tauí Castro. 

"In.Ventos Cores" segue em cartaz até o dia 30 de abril no Dona Chica, de 17h30 às 20h30.

Serviço
Exposição "In.Ventos Cores"
de Fabiana Brogliato, Maité Santiago e Tauí Castro
de 9 a 30 de abril
17:30 às 20h30 
Bar e Restaurante Dona Chica
Avenida da Universidade, 2745
Benfica - Fortaleza/CE
Telefone: (85) 3454-1182

Veja o evento da exposição "In.Ventos Cores" no Facebook.


Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

terça-feira, 2 de abril de 2013

Parque do Cocó - Ensaio Fotográfico


Vista da trilha da Lagoa, no Parque do Cocó. A especulação
imobiliária avança no entorno da principal área verde de Fortaleza.


Após uma receptiva e breve chuva matutina, o sol dá o ar da graça entre a copa das
árvores mais altas do Parque do Cocó.

Silhueta de um fotógrafo amador nas águas do Cocó - Trilha da Lagoa.
O espelho d'água reflete sombras e luzes, cores de um dia nublado e inspirador.

Ponte da trilha da Lagoa, um oásis no meio da selva de pedra da capital cearense.
Um bom lugar para respirar ar puro e se sentir perto da natureza.


Outro ângulo da ponte da Trilha da Lagoa. Os prédios ao fundo são presenças
constantes cercando a área de proteção ambiental do parque.



A natureza está à venda: construtoras e imobiliárias fazem o cerco ao Parque do Cocó,
e prometem aos clientes sustentabilidade e vista para o verde, instalando os arranha-céus como estacas.




As áreas verdes preservadas e utilizadas pela população para passeios, 
caminhadas e atividades de lazer são ainda raridades nos principais
centros urbanos do Brasil.
Flagrante da inocência e da ingenuidade felina e infantil de frequentadores
do parque do Cocó. Momento único registrado pela fotografia.


Basta chover um pouco no parque, que está pronto o cenário
para o balé das aves do Cocó, belas e delicadas moradoras.
                                       
A pé ou sob duas rodas, a Trilha do Parque do Cocó é uma das melhores opções
de lazer e esporte na capital do Ceará. Um corredor ecológico
privilegiado no coração da quinta maior cidade brasileira.

Trilha principal aberta à visitação pública no Parque do Cocó. Se olharmos para
o lado, por um instante esquecemos que estamos em Fortaleza. Ou talvez estejamos em
uma parte da cidade dos nossos desejos, com sombra, árvores e meio ambiente protegido. 


Fotos e legendas: Marco Leonel Fukuda
Ensaio fotográfico realizado no dia 30 de março de 2013
na trilha do Parque Estadual do Rio Cocó - Fortaleza/CE

Leia mais aqui no Blog Cultura Ciliar
Passeio na trilha ecológica do Parque do Cocó
Cyberativismo em defesa das Dunas do Cocó

Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

segunda-feira, 25 de março de 2013

Oficina e Apresentação Fortaleza Instrumental

Marco Leonel Fukuda na oficina de Iniciação ao Violão -
foto: Junia Leonel 

A primeira edição do Festival Fortaleza Instrumental reuniu um importante grupo de instrumentistas das cordas nos dias 15 e 16 de março de 2013 no centenário Theatro José de Alencar. Além de apresentações consecutivas que privilegiaram a formação de público para a música instrumental, o festival também proporcionou oficinas gratuitas para jovens músicos e interessados da comunidade. 

A Oficina de Iniciação ao Violão foi realizada na tarde do sábado, 16 de março. A oficina tinha como um dos principais objetivos despertar a curiosidade dos presentes para a história desse cordofone, relacionando a anatomia e a construção das partes integrantes do instrumento com as aplicações dos conceitos de ressonância e de cordas vibrantes para gerar a sonoridade e o timbre violonísticos. Foram sugeridos exercícios básicos para o alongamento muscular de braços e mãos no preparo físico antes de ensaios e shows, e conselhos das posições mais adequadas para a mão direita (dedilhado) e a mão esquerda (digitação).  

Uma abordagem comparativa entre o violão e a viola caipira foi utilizada como metodologia para chamar a atenção de um público diversificado, que continha músicos iniciados, violonistas iniciantes e inclusive apreciadores do violão. Foram trabalhadas as diferenças entre ordens de cordas emparelhadas (em pares como cordas duplas da viola de 10 cordas) e cordas singulares como no violão de 6 cordas, o material de aço ou de nylon do encordoamento, e o cuidado de verificar a afinação sempre que variar a temperatura nos ambientes. Dessa forma, a oficina buscou aproximar mais o público do universo do violão, esse instrumento de cordas fascinante, inserido afetivamente na cultura brasileira.


Marco Leonel Fukuda se apresenta no Festival Fortaleza Instrumental
Foto: Lia Freitas

A programação do Fortaleza Instrumental continuou no período da noite, com as apresentações do grupo de choro Nó na Madeira, dos violonista Nonato Luiz, Diego Figueiredo e Toninho Horta. Tive a honra e o prazer de também me apresentar no evento e dividir a noite com esse time de primeira da música instrumental, e pude divulgar o meu trabalho do segundo disco, "Jornada", além de contribuir com a contrapartida da oficina de Iniciação ao Violão.

Álbum de Fotos no Picasa: Fortaleza Instrumental 2013


Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

segunda-feira, 11 de março de 2013

Fortaleza Instrumental 2013


O Theatro José de Alencar recebe no próximo final de semana (15/03 e 16/03) o I Festival Fortaleza Instrumental. O evento é organizado pelo músico e compositor Pingo de Fortaleza e pelo produtor Arnóbio Santiago, realização do Maracatu SOLAR - Solidariedade e Arte. Segue abaixo, segue a programação descrita no cartaz, com ênfase na produção de música instrumental para violão:


Programação de Shows Fortaleza Instrumental
Theatro José de Alencar

Sexta-feira, 15 de março de 2013
19h - Rio das Cordas (Guaramiranga)
20h - Pingo de Fortaleza e Orquestra de Câmara Fermata
20h30 - Zé Menezes
21h - Mimi Rocha

Sábado, 16 de março de 2013
18h30 - Nó na Madeira
19h - Marco Leonel Fukuda
20h - Nonato Luiz
20h30 - Diego Figueiredo
21h - Toninho Horta


Oficinas

Sábado, 16 de março de 2013
14h - 15h - Iniciação ao Violão - Marco Leonel Fukuda
Sala de Canto - Anexo TJA


Abertas as inscrições para oficinas do Festival Fortaleza Instrumental:
associacaosolar@gmail.com



Festival Fortaleza Instrumental - Mais informações:

SOLAR - (85) 3226-1189
Blog Música do Ceará
Blog Joanice Sampaio
Site NelSons
Agência da Boa Notícia (12/03/13) - Fortaleza Instrumental terá shows e oficinas com astros locais e nacionais

Culinária Árabe em Fortaleza


Para quem quer conhecer a culinária árabe para além de esfirras e quibes de fast food, uma boa pedida para o público fortalezense é o restaurante Kebab House. É um local agradável, bem localizado e com uma comida saborosa, refrescante, temperada e inusitada com os sabores do Oriente Médio. O kebab é um preparado de carne com vegetais, assada em espetos giratórios, conhecido como "churrasco grego", apesar de ter se espalhado a partir da Turquia até alcançar o Mundo Árabe, o Mediterrâneo, a Europa e as dunas escaldantes do Ceará.



O Kebab House tem dois ambientes, um externo com música ao vivo e outro interno, como representado na foto acima, espaço acolhedor e intimista, com vista para a cozinha, separada dos curiosos clientes por um fino vidro. Para os mais detalhistas, é uma experiência gastronômica de viajar no imaginário para outro continente, uma aventura do paladar que começa ao ver a coleção de belas tapeçarias, as cores exuberantes dos mosaicos e o trabalho das mãos hábeis dos cozinheiros do restaurante.

Porção de kebab de faláfel, recheio de
bolinhos de grão -de-bico e vegetais.

Um bom pedido para um casal dividir num jantar romântico é uma porção de kafta, uma espécie de almôndega de carne bovina repleta de especiarias como orégano, cominho e canela. Como acompanhamento da kafta, tabule e cuscuz marroquino completam o prato. Azeite, molhos de mostarda e mel, pimenta, tahine (óleo de gergelim com limão) e iogurte com alho são fundamentais para adicionar sabores leves e inesperados alternadamente a cada garfada. Uma delícia também é o kebab vegetariano de faláfel, com recheio de grão-de-bico e purê de alho, enrolado em uma fina camada de pão sírio (pão-folha), tendo um copo de suco de abacaxi com hortelã do lado. 


No cardápio desse restaurante que investe na gastronomia de nicho, que busca a especialização em determinado produto - como no caso do kebab, há outras opções para os amantes da culinária árabe, como hommus (pasta de grão-de-bico), coalhada seca, babaganuche (pasta de beringela com gergelim), carne de cordeiro, kebabs salgados e doces. É um cardápio diversificado para ser explorado em visitas posteriores. 



Para encerrar, uma foto do sorvete de figo, excelente opção de sobremesa para encerrar com chave de ouro um jantar que recomendamos no Kebab House. Uma culinária para ser apreciada sem pressa, saboreando cada nota de surpreendente sabor das especiarias orientais, com o prazer de uma boa companhia.


Serviço
Kebab House - Kebaberia e Bar
Avenida Santos Dumont, 1957 Loja 10 - Esquina com a Avenida Barão de Studart
Aldeota - Fortaleza/CE
Telefone: (85) 4141-3704

Horário de funcionamento:
Terça à quinta - de 18h à 1h
Sexta e sábado - de 18h às 3h
Domingo - de 18h à meia-noite


Texto e fotos:
Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador


Obs: Visita realizada ao Kebab House no último dia 16 de fevereiro de 2013.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

CD "Jornada" no Programa Expressão Musical

Da esquerda para a a direita: Junia Leonel, Roberto César Lima e Marco Leonel Fukuda

Na quarta-feira da semana passada, dia 20 de fevereiro de 2013, foi ao ar na Rádio Fortaleza FM 93,5, emissora da Câmara dos Vereadores de Fortaleza, a entrevista com Marco Leonel Fukuda sobre o lançamento do CD "Jornada" no programa "Expressão Musical". 

O programa é uma produção do jornalista e músico Roberto César Lima, integrante da banda Eletrocactus. O "Expressão Musical" é um novo programa de rádio de entrevistas, com valorização da produção da música contemporânea cearense. Vai ao ar toda quarta-feira, às 20h, na frequência FM 93,5.

Ouça os dois blocos do programa "Expressão Musical"
Marco Leonel Fukuda - CD Jornada - 20/02/2013

Parte 1 - 12'14"




Parte 2 - 12'25"



domingo, 13 de janeiro de 2013

Radionovela "Maré de Mentiras"


"Maré de Mentiras"

Radionovela produzida pela turma de Produção Publicitária para Rádio 2012.2
do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Profª Andrea Pinheiro

Fortaleza, 21 de dezembro de 2012.
Trilha musical: Marco Leonel Fukuda




sábado, 1 de dezembro de 2012

2º dia da I Mostra Bora!



A 1ª Mostra Bora! Ceará Autoral Criativo, cujo projeto foi premiado pelo III Edital de Concurso Público / Prêmio de Música na Cidade de Fortaleza 2010, da Prefeitura Municipal de Fortaleza, via sua Secretaria de Cultura, chega ao segundo dia de evento, no dia 02/12/12, no coreto do Passeio Público de Fortaleza. O encontro musical de amanhã promovido pelo movimento Bora! Ceará Autoral Criativo reúne os artistas Daniel Sombra, Argonautas, Edinho Vilas Boas, Jânio Florêncio e Jefferson Portela.
A realização do evento fica por conta da Radiadora Cultural e do Instituto Bora! Ceará Autoral Criativo. A coordenação geral de produção da Mostra Bora! Ceará Autoral Criativo ficará sobre a responsabilidade do compositor e produtor cultural Alan Mendonça.
Será uma agradável tarde de domingo à sombra do baobá, com vista privilegiada para o mar. Aos interessados fica a sugestão de levarem lanches e toalha de pique-nique, para poder curtir o espaço do Passeio Público e prestigiar a produção contemporânea da música cearense.

Serviço
I Mostra Bora! Ceará Autoral Criativo
02/12 e 09/12 - Domingos
de 14h30 às 17h
Coreto do Passeio Público de Fortaleza
Mais informações: (85) 9944-2220

Fonte: Alan Mendonça