domingo, 6 de maio de 2012

Uirapuru - Orquestra de Barro de Cascavel


O Grupo Uirapuru - Orquestra de Barro de Cascavel (CE) se destaca no cenário da música cearense por ser um conjunto que produz a sua sonoridade com instrumentos musicais feitos de cerâmica. O grupo inspira jovens e as artesãs da comunidade Moita Redonda de Cascavel, a 60 km de Fortaleza, a manter a tradição da cultura do barro, agora ressignificada com música.

Ouça entrevista com a Orquestra de Barro de Cascavel na seção Ceará Sonoro do site da Rádio Universitária FM (107,9 MHz - Universidade Federal do Ceará - UFC).


 Texto e fotos:  
Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

Grupo de Estudos em Rádio (GERA/UFC)

Grupo voltado para comunicadores em formação, estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, com espaço aberto para o pessoal do Teatro, do Cinema e Audiovisual, das Humanidades em geral, interessados nos estudos do rádio. O grupo acontecerá de 15 em 15 dias, alternando leituras dirigidas em grupo e rodas de conversa com profissionais do meio radiofônico.

Na próxima terça-feira, dia 8 de maio, discutiremos a leitura de dois capítulos do livro Produção de Rádio: um guia abrangente da produção radiofônica de Robert McLeish (as características do rádio como meio de comunicação e o trabalho do produtor). O texto está disponível na Biblioteca de Ciências Humanas e na xerox da Psicologia.

Serviço 
Terças-feiras quinzenalmente, a começar nos dias 17/04/12 e 08/05/12 às 18h45, na sala do PETCom, no Centro de Humanidades Área 2 da UFC - Campus Benfica.
Realização: Programa de Educação Tutorial do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (PETCom-UFC)

 Contato: petcomufc@gmail.com

Curta a página do grupo GERA/UFC no Facebook.


Arte e design: Igres Leandro (PETCom)


Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo
Bolsista do Programa de Educação Tutorial
do Curso de Comunicação Social da UFC (PETCom)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Esse trem que é pura música, uai!


Buscando inspiração nas montanhas de Minas Gerais, terra natal da minha família materna, e no que o trem representa para a história dos transportes no Brasil e para o imaginário da sociedade brasileira, proponho que audiovejam* esse vídeo da Tocata das Bachianas Brasileiras nº 2, ou O Trenzinho do Caipira, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959).





Em 1975, o poeta Ferreira Gullar fez uma bela letra para a melodia d'O Trenzinho do Caipira:
"Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar,no ar... (...)"
Há uma intertextualidade dessa magnífica composição de Villa-Lobos com a música "E hoje o trem partiu" (Carlos Hardy / Wagner Mineiro), na interpretação do grupo Encontros Casuais [Theatro José de Alencar, Fortaleza(CE), 2009]. Há diálogos entre o trabalho de um monumental compositor brasileiro e a produção contemporânea da música no Ceará.




E hoje o trem partiu (Carlos Hardy / Wagner Mineiro)

"E hoje o trem partiu / deixou atrás de si / certas lembranças /
e diziam que estava / sempre de partida /
E as lembranças se tocavam / e hoje o trem partiu / deixou a estação /

Era um dia frio, um vento de outono / volteava pelas árvores
e os pássaros chilreavam timidamente / era um dia frio /

E hoje o trem partiu / deixou atrás de si / certas lembranças /
e diziam que estava / sempre de partida /
E as lembranças se tocavam / e hoje o trem partiu / deixou a estação

Era um dia frio, um vento de outono / volteava pelas árvores
E os pássaros chilreavam timidamente

E hoje o trem, aquele velho trem / deixou a estação
Seu sonoro apito, inconfundível / soou ao longe"

*audiover é uma proposta de valorização e de apreciação conjunta de som e de imagem nas obras audiovisuais.


Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

imagem: www.robertoalmeidacsc.blogspot.com

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Energia Atômica no núcleo de um dilema

 Imagem: www.brasilescola.com


Em março de 2011, o vazamento nos reatores da usina de Fukushima, no Japão, chamou novamente a atenção do mundo para o problema da energia nuclear. As cenas na televisão mais pareciam as de um daqueles filmes apocalípticos, mas a realidade era dura mesmo, comparável com a ficção de um roteiro original: um terremoto seguido de um tsunami causaram juntos toda aquela paisagem de destruição. Avistava-se de longe, pelas câmeras das agências de notícias, uma densa fumaça radioativa, danosa para qualquer forma de vida. Esse acidente nuclear foi mais uma difícil prova da força da natureza, agravada pela ação do homem, que não domesticou a energia atômica, como o fez com o fogo há milênios.

Enquanto a mídia internacional noticiava e espetacularizava essa catástrofe natural e atômica, os chefes de Estado na Europa e na Ásia traçavam planos emergenciais para a revisão das suas matrizes energéticas. A população ao redor do planeta se afinava ao coro de protesto dos ambientalistas contra o enriquecimento de urânio radioativo e a favor das energias renováveis. Vinte e cinco anos após o desastre de Chernobyl, a diplomacia e a opinião pública mundial se viam novamente falando dos perigos da energia nuclear. Entretanto, no Brasil, apesar da numerosa comunidade de descendentes de japoneses, os governantes pouco se manifestaram e até mantiveram o projeto de construção da usina Angra III, ao mesmo tempo em que em todo o mundo outras usinas nucleares estavam sendo desativadas.

O projeto brasileiro de energia nuclear tem raízes no tempo da ditadura militar, no mesmo contexto das crises do petróleo da década de 1970. Naquele momento, investir no Pró-álcool e na produção do etanol era uma boa saída para um combustível renovável, em um país que, desde o período colonial, tivera na cultura da cana-de-açúcar uma importante atividade econômica. Por outro lado, incluir a energia nuclear na matriz energética era um capricho, como se o País quisesse copiar os países desenvolvidos e se afirmar no contexto geopolítico da Guerra Fria. Os generais ditadores, cegos pelo suposto “milagre brasileiro”, não pensaram a longo prazo e começaram a enriquecer urânio, em um país já tão rico em recursos naturais e em potenciais de geração de energia.

Era a época de Itaipu, da maior hidrelétrica do mundo, do delírio de construir a rodovia Transamazônica, e as duas usinas de Angra dos Reis entraram no mesmo pacote de obras para a “soberania” e a “integração nacional”. Não houve ponderação sobre os riscos da energia nuclear, esse fenômeno físico que tanto fascina o homem, mas decepcionou Albert Einstein quando viu a cruel aplicação das pesquisas dele na Segunda Guerra Mundial, no extermínio instantâneo de 200 mil pessoas nas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Como uma fonte de energia com esse histórico pode ter fins pacíficos?

É de Einstein a célebre frase de que vivemos em uma época em que é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito. Por isso, é fundamental discutir os impactos ambientais da energia nuclear e questionar o modelo de desenvolvimento que está posto, principalmente em termos energéticos. Precisamos considerar criticamente os custos e o risco do armazenamento ad eternum dos resíduos nucleares, e de como há um desequilíbrio ecológico em toda a cadeia produtiva desde a extração dos minérios radioativos até o constante perigo de contaminação do meio ambiente.

As autoridades brasileiras precisam aprender a lição com a história dos desastres nucleares, episódios que marcam essa falta de controle e de previsibilidade desse tipo de energia. Avaliando a dimensão trágica desses eventos, é que se pode orientar as políticas públicas para a diversificação das fontes de energia. Para que dependamos cada vez menos de energias insustentáveis como os combustíveis fósseis, o petróleo e o carvão, para buscarmos a combinação da energia renovável da água, das marés, dos raios ensolarados e dos bons ventos que sopram com fôlego no litoral brasileiro.

Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

  

sábado, 21 de abril de 2012

Sons de Cinema

Sons de Cinema é um programa radiofônico produzido por Raiana Carvalho e Marco Leonel Fukuda para a programação especial de final de ano da Rádio Universitária FM, da Universidade Federal do Ceará (UFC). É uma série de quatro programas, veiculados em dezembro de 2011 na Universitária FM, com entrevistas com profissionais da área de som no cinema.

Na série, são discutidos os conceitos de som, de trilha sonora, de som direto, de desenho sonoro (sound design), de produção sonora (captação, edição e mixagem) para cinema e audiovisual, de composição de trilhas musicais, de músicas com função dramática e canções originais para filmes. Ao longo das entrevistas, há momentos de inserção de sons que ilustram as discussões sobre essa temática em que as mídias rádio e cinema dialogam pela via do som.

São quatro pontos de vista distintos para a integralidade da série Sons de Cinema: uma professora universitária e pesquisadora do som no cinema, um músico e compositor de trilhas sonoras para cinema, dois técnicos de som direto e um cineasta e diretor de filmes. Esses quatro personagens entrevistados nos ensinam a "audiover" os filmes, a apreciar os elementos sonoros do cinema, e a ampliar o conceito de som nas produções cinematográficas.


Entrevista com a professora Shirley Martins (Cinema e Audiovisual-UFC):


Entrevista com o músico e compositor Fernando Moura (RJ):


Entrevista com os técnicos de captação de som direto Marco Rudolf e Danilo de Carvalho (CE):


Entrevista com o diretor e cineasta Joe Pimentel (CE):


Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo
Foto: www.meyersound.com

O artista empreendedor autônomo

Reportagem sobre o empreendedorismo nas artes, na cultura, na economia criativa, por meio do cadastro de artistas como microempreendedores individuais (MEI). Trabalho orientado pelo professor Agostinho Gósson, na disciplina de Jornalismo Impresso 1, do 4º semestre do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) - semestre 2011.2.
Clique na página para visualizar o texto pelo zoom aproximado. A passagem de páginas se dá pela setas laterais. O texto da reportagem "O artista empreendedor autônomo" está hospedado no site www.issuu.com, por upload gratuito de arquivos.
Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A mobilidade é uma Fortaleza da nossa cidade?

Fonte: www.behance.net


Não é à toa que este artigo começa com uma interrogação no título. As perguntas que fazemos e nos fazemos são importantes para nos colocar no mundo, e para assumirmos também uma postura crítica e reflexiva diante da nossa realidade. Quando nos situamos em Fortaleza, questionamos se a cidade está madura no aspecto da mobilidade urbana. A capital cearense é acolhedora, hospitaleira em relação aos turistas; mas será que, além dos visitantes, os moradores têm no dia a dia as mesmas facilidades de se deslocarem pela cidade? O ir e vir não deveria ser um direito assegurado igualmente a todos, aos forasteiros e aos residentes de uma mesma cidade, como diz a Constituição Federal de 1988?

A discussão sobre mobilidade urbana em Fortaleza se intensificou recentemente desde que a cidade foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. É como se o futebol, paixão nacional, pudesse reacender um debate que estava adormecido. Essa tal mobilidade urbana é, na verdade, um detalhe de algo maior que é o planejamento urbano, a própria estruturação da cidade. É observar como a cidade é preparada para que os cidadãos tenham uma livre circulação nos trajetos cotidianos. A reflexão sobre esse assunto não se esgota na quantidade de vias, avenidas, ruas, viadutos, mas também alcança a questão das opções de transporte à disposição do fortalezense.

É um engano cometido por muitos políticos acreditar que a mobilidade urbana se resume apenas a obras de duplicação de rodovias, de viadutos majestosos, de asfaltamento de ruas e tapa-buracos. São casos de gestões públicas “inauguristas”, “obreiras”, que não enxergam de forma profunda as dificuldades diárias de se atravessar a cidade para ir ao trabalho e para os demais compromissos das nossas rotinas. Antes de continuar, devemos perceber que a mobilidade urbana precisa, sim, de obras e de investimentos, os quais sejam integrados com uma visão política cidadã, que pensa em transporte público eficiente e em qualidade de vida.

Fortaleza, como quinta capital brasileira e metrópole emergente no Nordeste, enfrenta essas questões da atualidade, recorrentes a todas as cidades que têm se urbanizado sem controle e com pouco ou inexistente planejamento. A cidade já não suporta a volumosa e crescente frota de veículos automotores particulares, que paralisam diariamente o trânsito e assim geram estresse na população. É possível que, em pouco tempo, se esse quadro se mantiver, tenhamos de ter rodízio de placas de carros em Fortaleza, seguindo o caótico exemplo de São Paulo.

O transporte coletivo, por outro lado, está defasado. O Metrô já virou lenda urbana, motivo de descrédito de consecutivas gestões governamentais, mesmo com a alternância democrática do poder. A tônica dos ônibus é em torno do preço da passagem, da meia passagem estudantil. Não que não sejam conquistas fundamentais dos fortalezenses, mas é preciso avançar na ampliação dos terminais de ônibus, na expansão da cobertura das linhas, no conforto para os usuários desse transporte e na reorganização de uma engenharia de trânsito mais condizente com a nossa realidade.

O que Fortaleza necessita é um conjunto de soluções urbanísticas e ambientais comuns a várias cidades que se modernizam (ou sonham com isso) neste início de século XXI. O transporte coletivo como prioridade é uma proposta viável para um modelo de desenvolvimento sustentável e para o aprimoramento da mobilidade urbana. A sociedade precisa se posicionar perante o poder público, para não aceitar medidas paliativas, reformas apressadas para “maquiar” a cidade e preparar a “vitrine” para 2014. E para que não tenhamos de esperar sempre por eventos internacionais como ocasiões ou desculpas para cuidar de fato da nossa cidade.


Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

domingo, 15 de abril de 2012

Recomeçando o projeto de blog em 2012


Fonte: www.legalhistoryblog.blogspot.com


Aos leitores-internautas do blog Cultura Ciliar, somente agora em abril retomamos a publicação das postagens. Com alegria, celebramos 38 leitores-internautas cadastrados e mais de 40 mil visualizações do conteúdo do blog. Apesar do tempo corrido, da rotina estressante, escrever nessa viva blogosfera é sempre um bom exercício e uma atividade de interesse. O desafio é sempre a periodicidade, a organização pessoal do blogueiro para continuar o projeto.

Lançamos em janeiro deste ano um novo layout. O design é de autoria de Lia Freitas, que tornou no aspecto visual o Cultura Ciliar mais leve, claro, dinâmico e legível, sobretudo. Conheçam o trabalho da Lia também no seu blog Sonhos Lúcidos.

Para retomar as atividades em 2012, 3º ano de existência do Cultura Ciliar, separamos dez destaques da produção blogueira de 2011, em um universo de 51 postagens.

1. Gastronomia - Restaurante Dona Chica - resenha

2. A Paisagem Monumental de Burle Marx em Fortaleza - resenha da exposição de Roberto Burle Marx no Espaço Cultural UNIFOR.

3. Meio Ambiente - Passeio no Parque Estadual do Rio Cocó (Parque do Cocó - Fortaleza/CE)

4. Planetário Rubens de Azevedo (Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - Fortaleza/CE)

5. Sobre o que escrever num blog

6. Borandá Brasil, convida o Coral da UFC - resenha do espetáculo cênico musical do Coral da Universidade Federal do Ceará

7. Cobertura Fotojornalística - O Cotidiano das Feiras de Fortaleza - multimídia - texto, fotos e áudio.

8. Música, Artes Visuais e Meio Ambiente - ilustrando a música

9. Agosto 2011 - Discoteca Básica do site A Preço de Banana, Vídeos de narrativas do tempo e Troco pra 22 / Curta-metragem do Cariri

10. Banaína, a nova bebida da cultura cearense (suco de banana de Pacajus)

Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Oficina Música e Rádio SeCom 2011



Nos dias 27 e 28 de outubro de 2011, pela programação da XX Semana de Comunicação da Universidade Federal do Ceará (SeCom UFC), aconteceu a segunda Oficina de Música e Rádio facilitada por Marco Leonel Fukuda. No primeiro dia da oficina, houve uma exposição teórica dos diversos papeis que a música desempenha no rádio, como recurso técnico e estético, como trilha sonora, como tema de matérias jornalísticas e de programas radiofônicos. Em uma apresentação de slides, foram apresentados vários formatos de produtos radiofônicos como notícia, entrevista, reportagem, radiodocumentário, radiodrama, vinhetas, spots. Iniciou-se uma discussão de como a música está inserida na programação de uma rádio, e de como essa mídia tem o som como elemento essencial das suas práticas comunicativas.

O público da oficina era diversificado, com alunos de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade), de Letras, de Jornalismo da Terra (convênio entre a UFC e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST), de Rádio & TV, de Marketing, e de outras instituições como FIC, Fanor, além da própria UFC. Muitos dos participantes já tinham experiência de ouvir rádio em casa, um hábito ligado às suas memórias afetivas e a discussão em torno da música no rádio foi bastante enriquecedora.




No segundo dia da oficina, os participantes puderam aplicar os conceitos e os conteúdos apresentados no primeiro dia. Todos tiveram uma experiência prática de elaborar um roteiro, produzir coletivamente, gravar e começar a editar um programa musical de rádio. A cada participante foi dada a tarefa de pesquisar e escolher uma música para levar no dia da gravação do programa. Os participantes teriam de trazer o título da música escolhida, os compositores e intérpretes para também anunciarem essas informações, e terem também uma prática de locução, do uso profissional da voz no rádio. Cada um elaborou um texto curto, na forma de um comentário radiofônico, para apresentar as informações a um ouvinte e introduzi-lo, prepará-lo para a apreciação, para a experiência da escuta. Nessa atividade prática, os participantes puderam uma noção geral de todas as etapas para se fazer um programa musical de rádio, desde a produção, discutindo o roteiro, a parte conceitual, o possível público-alvo, passando pela gravação, a edição e a montagem, até a veiculação, que hoje em dia está a toda na Internet, a exemplo dos trabalhos de rádio postados em podcasts como os do Blog Cultura Ciliar.




Ouça o programa produzido na segunda oficina de Música e Rádio, na Semana de Comunicação da UFC:




Ficha Técnica
Programa Paisagem Sonora
Especial Oficina Música e Rádio - 28 de outubro de 2011
Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Fortaleza - Ceará - Brasil
Facilitador: Marco Leonel Fukuda
Participantes e co-produtores do programa:  Aline Oliveira, Amanda Pierroni, Hallison Ferreira, Igres Leandro, Karina Oliveira, Lidianne Macedo, Luciana Leal, Sávio Sousa e Willams Sousa.


Fotos: Fá Babini e Lílian Cunha

Links relacionados
Cultura Ciliar - Oficina Música e Rádio (DESCOM 2011.2)
Semana de Comunicação da UFC 2011
Curso de Comunicação Social da UFC
PETCOM UFC
Radiadora UFC (A rádio experimental dos alunos de Comunicação Social da UFC)
Cultura Ciliar - III DESCOM 
Cultura Ciliar - Programa Paisagem Sonora - 20/05/2011
Cultura Ciliar - Programa Paisagem Sonora - 27/05/2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais - Entrevista com Gérson de Souza


Os estudantes de Jornalismo Catherine Santos e Marco Leonel Fukuda entrevistaram o secretário do curso de Letras-Libras (UFC/UFSC) Gérson de Souza. Na entrevista, Gérson fala sobre o curso de extensão em Libras da Universidade Federal do Ceará, o universo da Língua Brasileira de Sinais e as ações de acessibilidade e educação inclusiva na UFC voltadas para os surdos. O público do curso de extensão em Libras é diversificado, que vai desde estudantes de Pedagogia, de Educação Física, Letras, Música a estudantes das licenciaturas de Matemática, Física, e pessoas da comunidade em geral. O estudo em Libras pode se tornar uma ferramenta importante na formação profissional dos universitários, que poderão aplicar esses conhecimentos na sua carreira e no mercado de trabalho.






Ouça a entrevista com Gérson de Souza (duração: 11'17''):




A entrevista com o secretário do curso de Letras-Libras UFC/UFSC Gérson de Souza é uma atividade didática da disciplina de Radiojornalismo 1, do 4º semestre de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará, sob a orientação do Professor Nonato Lima.

Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo


Fotos (via buscador Google): www.libras.com.br
                                             www.vidaemcristo.wordpress.com

Biblioteca Comunitária do Benfica e da Gentilândia



Ouça a seguir a reportagem de Marco Leonel Fukuda sobre a Biblioteca Comunitária do Benfica e da Gentilândia, projeto de extensão do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará (UFC). A estudante do 3º semestre de Biblioteconomia e bolsista do projeto Sara Suyane fala sobre a proposta da Biblioteca Comunitária de se tornar um espaço de convivência e de preservação da memória desses dois bairros tradicionais de Fortaleza. "A inteligência, o conhecimento, a convivência dos moradores eles são informação. Informação tão importante quanto as que contêm em livros", disse a bolsista.




A Biblioteca Comunitária do Benfica e da Gentilândia funciona no segundo andar do prédio compartilhado pelos cursos de Biblioteconomia e Psicologia, no Centro de Humanidades Área 2 da UFC, no Campus Benfica. Assim como o setor de Reserva Técnica da Biblioteca de Ciências Humanas da UFC, a Biblioteca Comunitária também recebe doações de livros, gibis, cordeis, fotografias, principalmente se forem relacionados à história do Benfica, da Gentilândia e da capital cearense.


A reportagem sobre a Biblioteca Comunitária do Benfica e da Gentilândia é uma atividade didática da disciplina de Radiojornalismo 1, do 4º semestre de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), sob a orientação do Professor Nonato Lima.


Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

Fotos: www.oficinadoparque.org
          www.peregrinacultural.wordpress.com

sábado, 17 de setembro de 2011

Banaína, a nova bebida da cultura cearense

Fonte: www.docespontinhos.com
"Banana é o pau que rola", esse é um ditado popular antigo, para se referir à banana como algo trivial, comum, uma fruta acessível, barata, que se planta praticamente em qualquer lugar, "que faz é lama", citando mais uma gíria do linguajar cearense. Banana é uma fruta que está presente desde a região do Maciço de Baturité, próxima à serra de Guaramiranga até às brenhas da América Latina, descritas nas obras literárias de escritores como Gabriel García Márquez. Comentei com a Camila Mont'Alverne, minha colega de sala no curso de Jornalismo da UFC e colaboradora do site A Preço de Banana, que, por exemplo, no Japão (terra da minha família paterna) banana, assim como manga e outras frutas tropicais são extremamente caras, utilizadas até para dar presentes, e o referencial de "a preço de banana" muda radicalmente.
Fonte: www.sociedadeblog.blogspot.com
Pois bem, um belo dia, recentemente, dona Junia volta do trabalho de campo no interior, e traz três garrafas de suco de banana clarificado. Aqui em casa, todo mundo achou curioso o conteúdo dessas garrafas vindas de Pacajus. Suco de banana, como era possível?

Foto: Marco Leonel Fukuda
 Já tínhamos experimentado banana em outros formatos: doce de banana, bananada (que aqui no Ceará, não é o doce de banana como se chama no centro-sul do Brasil, mas a vitamina feita no liquidificador), banana caramelizada, banana no meio da comida do almoço (aquele toque agridoce), banana no café-da-manhã, na merenda. Mas o suco de banana clarificado era algo inédito para nós. Colocamos na geladeira para resfriar e, em seguida, experimentarmos a exótica bebida. Provamos e tinha gosto, pra quem se lembra, daquelas antigas balas chitas de banana (ou bombons, na fala cearense), mas no estado líquido. É um suco saboroso e tem gosto de infância.

Decidi chamar a bebida de banaína, para comparar com o mesmo sufixo do nome da cajuína, que é o suco de caju também clarificado, bebida homenageada por Caetano Veloso e devidamente incorporada à nossa cultura nordestina, cearense. A banaína é mais um produto derivado dessa fruta tão presente no nosso cotidiano. É um alimento tão nutritivo que se transfigura, que muda de estado físico, para, assim como a sua prima cajuína, se tornar atrativa para o paladar dos cearenses e parte da cultura brasileira, um patrimônio nacional.

Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

Como funcionam as falsas notícias (legendado)

Vídeo legendado sobre a produção de falsas notícias, ou sobre as influências negativas das assessorias de imprensa ou setores de comunicação de grandes conglomerados empresariais sobre a programação televisiva. Em muitos casos, as emissoras de televisão negligenciam a realização de um trabalho consistente na técnica e na ética de apuração jornalística, de produção de pauta, para transmitir conteúdos previamente combinados pelos press-releases oriundos de anunciantes. É uma trama midiática de interesses comerciais, que prejudicam bastante a independência editorial dos veículos de comunicação e a crebilidade desses meios diante do público.

Esse vídeo foi apresentado no seminário que teve como tema o "Jornalismo Mentira" ou fraudes na atividade jornalística na disciplina de Ética e Legislação em Jornalismo, orientação da professora Mônica Mourão, no curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC). O seminário foi apresentado no primeiro semestre de 2011 pelos alunos Catherine Santos, Paulo Jefferson, Marco Leonel Fukuda, Renata Nunes e Rosana Reis.


O filme original - How the fake news works - UpDoc Films:
http://www.youtube.com/watch?v=UMIh4yucVUc

Tradução e Legendas: Marco Leonel Fukuda
Blog Cultura Ciliar (www.culturaciliar.blogspot.com)


Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

sábado, 3 de setembro de 2011

Oficina Música e Rádio

Turma de Música e Rádio da IV DESCOM - 2011.2

No começo do mês de agosto, a Oficina de Música e Rádio fez parte da programação da 4ª Semana de Descomunicação, promovida pelo Programa de Educação Tutorial do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (PETCOM-UFC). A oficina teve dois dias de duração, entre os dias 3 e 4 de agosto de 2011.

Música e Rádio - 1º dia

Na manhã do dia 3 de agosto, discutimos a música no rádio e a música para o rádio, por meio de relatos de experiências de extensão no site da Rádio Universitária FM da UFC e também da apreciação de trabalhos de diversos formatos radiofônicos (notícia, entrevista, reportagem, radiodocumentário, radiodrama). Em relação ao site da Universitária FM, falamos sobre a seção Artista da Semana (entrevistas especiais com músicos cearenses), a cobertura da VIII Semana de Humanidades UFC/UECE, o Programa Brasil Novos Sons, as notícias da programação cultural de Fortaleza. Reservamos um tempo para apresentar o trabalho de criação do novo pacote de vinhetas institucionais da emissora, que completa 30 anos em outubro de 2011. As vinhetas de rádio são um caso de estudo à parte, por serem trabalhos de produção publicitária para rádio, ao mesmo tempo que, seu processo de produção, são discutidas a linha editorial e a identidade sonora de uma emissora de rádio, assuntos caros ao jornalismo.

O rádio é a mídia em que o som é o protagonista, e onde música e comunicação dialogam de forma mais plena. É tanto que a música pode ser tema de matérias produzidas para rádio, uma área de atuação do radialista (discotecário/produtor de programas músicas), e ainda podemos compreender a música como um recurso técnico e estético de rádio, como fundo musical de reportagens, em vinhetas e jingles.

Música e Rádio - 2º dia

Na manhã do dia seguinte, 4 de agosto, fomos ao Estúdio-Laboratório de Rádio da Comunicação Social e tivemos uma experiência prática após todas as discussões teóricas do dia anterior. O desafio era produzir, gravar, editar e montar um programa musical de rádio em 3 horas, para uma edição especial do programa Paisagem Sonora da Radiadora UFC. Cada aluno participante da oficina levou cinco músicas, para escolher duas. Foram orientados a escolher músicas leves, para o horário de uma da tarde, e elaboramos coletivamente um roteiro com a ordem das músicas que tocariam no programa. Cada participante fez a locução anunciando as músicas que escolheu, com informações como título, nomes de compositores e intérpretes, seguidas de breves comentários sobre a música, os artistas, se eram trilhas de novelas, de filmes ou se estavam presentes em um determinado disco. Fizemos a edição e a montagem utilizando os canais de áudio do software Sony Vegas, mostrando como eram os processos de gravação, cortes, equalização de canais, pré-mixagem. Posteriormente, o programa Paisagem Sonora especial da Oficina de Música e Rádio da DESCOM recebeu o acabamento (ou a masterização) no software Sony Sound Forge, para equilibrarmos os volumes das vinhetas de abertura e encerramento com as falas dos alunos-locutores e com as músicas do roteiro do programa.

Foi uma experiência muito interessante de nessa oficina discutir os caminhos de possibilidades de encontro entre a música e a comunicação através do rádio. Os participantes eram, em sua maioria, alunos do 1º ano de Comunicação Social, que não ainda tiveram aulas de rádio na faculdade e que também não são de uma geração que, em geral, cresceu ouvindo rádio em casa. A partir disso, foi oportuna uma reflexão que fizemos de como o rádio renasce na Internet, integrando conteúdos sonoros em plataformas multimídia online. E cabe à nossa geração aprender sobre as experiências que gerações passadas tiveram com o rádio, para ressignificá-las, recriar o rádio, e renovar o seu uso como ferramenta de comunicação.

Disponibilizamos aqui no blog Cultura Ciliar, na íntegra, o programa musical de rádio produzido na Oficina de Música e Rádio da DESCOM:




Ficha técnica
Programa Paisagem Sonora
Especial Oficina Música e Rádio - 4 de agosto de 2011
Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Fortaleza - Ceará - Brasil
Produção e apresentação: Marco Leonel Fukuda
Colaboradores: Amanda Matos, Andressa Bittencourt, Bárbara George, Francisco Neto, Luana Barros, Patrício Alencar, Rochelly Guimarães e Yuri Rafael.
Fotografia: Andressa Bittencourt, Luana Barros e Márcio Peixoto.


Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo
Facilitador da Oficina de Música e Rádio da IV DESCOM semestre 2011.2

Links Relacionados
Curso de Comunicação Social da UFC
PETCOM UFC
Radiadora UFC (A rádio experimental dos alunos de Comunicação Social da UFC)
Cultura Ciliar - III DESCOM 
Cultura Ciliar - Programa Paisagem Sonora - 20/05/2011
Cultura Ciliar - Programa Paisagem Sonora - 27/05/2011




sábado, 27 de agosto de 2011

Discoteca Básica de Marco Leonel Fukuda no site A Preço de Banana


Nesta semana, a estudante de Jornalismo Camila Mont'Alverne me entrevistou para o site A Preço de Banana, um dos sites engajados na divulgação da programação cultural acessível em Fortaleza. O A Preço de Banana tem uma atuação consistente na Internet, nas listas de e-mails, nos mailings pessoas e nas redes sociais Twitter e Facebook, para auxiliar os realizadores de cultura em Fortaleza na divulgação de eventos, recitais, shows, peças, performances, lançamentos, mostras, festivais, passeios turísticos, entre outros formatos de programação cultural de várias linguagens artísticas. Além de divulgar a apresentação da última quarta-feira dia 24 de agosto no Auditório do Dragão do Mar, em que fiz uma prévia do meu segundo disco "Jornada", a postagem inclui também uma lista de dez discos importantes para a minha formação. Essa lista de dez discos (Discoteca Básica) foram comentados por mim, e se relacionam com a minha história de vida e a minha trajetória na música.

Cliquem no link e vejam a matéria na íntegra, produzida por Camila Mont'Alverne:
Discoteca Básica de Marco Leonel Fukuda

Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo


Vídeos de narrativas do tempo

Esses dois vídeos a seguir contam belas histórias do tempo vivido, de uma técnica narrativa possível no audiovisual de contar vários anos transcorridos em alguns quadros de poucos minutos.

O primeiro é uma publicidade institucional da operadora telefônica Vivo, que faz uma espécie de videoclipe e curta-metragem da música Eduardo e Mônica de Renato Russo e da banda Legião Urbana. Nesse primeiro vídeo, a história de um dos casais mais famosos da música brasileira é contada de maneira muito criativa. A sensação de quem viu o vídeo da Vivo e já conhecia a música, cantava a letra de cor com o acompanhamento do violão é a mesma de quem vê no cinema a adaptação de um dos seus livros prediletos. Os personagens Eduardo e Mônica passam por situações cotidianas engraçadas e vão quadro-a-quadro construindo a sua história de amor. Equipamentos tecnológicos como celulares, tablets, videogames interativos, modens de conexão de Internet 3G são incluídos na história, como promoção dos serviços da empresa e uma releitura contemporânea de um dos sucessos da música brasileira dos anos 1980. O curta-metragem da Vivo foi feito para uma campanha publicitária para o Dia dos Namorados de 2011, é um sucesso de exibições do YouTube e foi produzido pela O2 Filmes e Agência África, dirigido por Nando Olival. Confira:


O segundo vídeo criativo de narrativa temporal a ser recomendado para os leitores-internautas do blog Cultura Ciliar é um trecho do filme de animação Up! Altas Aventuras dos estúdios Pixar e da Disney. No filme, o viúvo e aposentado Karl Friederickson amarra balões na sua casa para realizar um dos seus sonhos de infância, que era compartilhado com a sua recém-falecida esposa Ellie. O explorador de aventuras Russell (um escoteiro ou boy scout), que queria fazer uma boa ação e ajudar um idoso, se junta a Karl nessa aventura de voar na casa-nave até alcançar o "paraíso das cachoeiras" numa floresta tropical. O segundo vídeo a seguir relaciona vários anos do casamento feliz de Karl e Ellie, de momentos como a cerimônia na igreja, os pique-niques no parque e o enxergar desenhos nas nuvens, ato típico de casais apaixonados. Apesar de ser feito para crianças, o filme lida com questões difíceis até para adultos, como uma gravidez interrompida por aborto espontâneo e a morte de Ellie, a companheira de Karl. Up! é um belo longa-metragem de animação, muito verdadeiro para com as fases que passamos na vida e a necessidade humana de acalentar projetos e sonhos da infância e da juventude. Confira:


Site oficial do filme UP! Altas Aventuras: http://www.disney.com.br/filmes/dvd/up/index.html

Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Troco pra 22 - Curta metragem do Cariri

Realizamos um curta-metragem com apoio do projeto Verde Vida da cidade do Crato-CE, e fizemos o que seria o filme mais completo de ideias que queríamos há muito tempo, colocando os estereótipos cotidianos e meras homenagens ao cinema no modo geral. Nossa turma que tem Pedro Ernesto, Itamberg Henrique, Helyton Madruga Ferreira, Deisson Xenofoente, Juliana Pinheiro, Demetrius Silva, Kelson Cristiano, Sinara Xenofonte, Samara Xenofonte, Helena Xenofonte, Ibertson Medeiros, Patrícia Mendes, Job Saraiva, Geovany Brasil e Evandra Vieira transformou uma vontade quase impossível de se fazer cinema com bem menos que muitos acham possível.
A realização desse curta com todas as dificuldades existentes (tem que ter, né?), foi muito bom pra continuarmos com essa ideia de fazer cinema no nosso Cariri, que a cada dia cresce muito. Veja o filme dividido em duas partes e pra quem quiser baixar também, estão os links abaixo. Ah, não poderia esquecer do nosso querido Abidoral Jamacaru assinando a trilha sonora.









Link pra Download

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Férias na Casa da Vó - Marco Leonel Fukuda / Marília Passos


     
      Vídeo gravado em 11 de março de 2011 no SESC Iracema - Fortaleza - Ceará - Brasil
      Projeto Quanto Vale uma Canção? - produção de Alan Mendonça e Fabiano de Cristo

      Daniel Sombra - voz
      Ayrton Pessoa - acordeon
      Marco Leonel Fukuda - violão



Férias na Casa da Vó - Marco Leonel Fukuda / Marília Passos
Dedicado a Aparecida Alves da Silva (in memoriam)

E logo julho chegou                                                          Tomar banho bem cedo
Vou pra casa da vó                                                           e pentear cabelo
brincar de rolimã                                                               para desocupar
com meus primos-irmãos.                                                 pr'outro primo banhar.

Correr pelo quintal                                                           Vou brincar de pique-esconde,
e levar um sermão                                                            cabra-cega e pião
mas que vale o encontro entre as gerações                        vou arrumar os times de botão.
das nossas raízes, união.                                                            
                                                                                        Cabana de cobertor
Fim de ano passou                                                            pois chove no quintal
Férias na minha vó                                                            Histórias de terror
carinho e o calor                                                               E muitos causos contar.
uma bagunça só.                                                                      
                                                                                        Tão bom esse lugar
Tanto tempo levou                                                            tanta recordação
pra família juntar                                                               Antes do passeio
na varanda ou na sala de jantar                                         tinha que almoçar,
pra tirar uma foto com o vovô.                                          doce só depois da refeição.

- Mas menino, que arrumação!
  Essa bola vai nas minhas plantas!
  Um bom castigo, e eu te ensino...
- Tia Ana, não fui eu que fiz estrago no jardim...
   Foi o Paulinho que começou
   e agora não vou jogar lá fora...

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Confira também "Férias na Casa da Vó" na versão instrumental, no lançamento do CD "Nascente" de Marco Leonel Fukuda:

 Vídeo gravado no dia 13 de junho de 2010 no Foyer do Centenário Theatro José de Alencar, em Fortaleza.

Ficha técnica
Marco Leonel Fukuda - violão
Alex Vasconcelos - percussão
Lia Freitas - filmagem

terça-feira, 5 de julho de 2011

Música, Artes Visuais e Meio Ambiente - ilustrando a música


MUSIC PAINTING - Glocal Sound - Matteo Negrin from Smile Lab on Vimeo.


Esse vídeo é um belo exemplo de diálogo e de interação entre as linguagens artísticas. A ilustração complementa o que a música está comunicando, aproximando as artes visuais da música instrumental (que, por si só, já é rica em imagens acústicas). Lacrime di Giullieta, de Matteo Negrin, é acompanhada no vídeo das ilustrações dos artistas italianos Alice Ninni, Alberto Filippini e Luca Cattaneo. A partitura da música ganha vida, em sintonia com a sua execução no vídeo. Acordeon e violão dialogam, realizam contrapontos, perguntas e respostas melódicas, enquanto surgem desenhos entre as notas escritas na partitura. No ritmo suave de uma valsa, Lacrime di Giullieta é um passeio audiovisual com mensagens de cunho ecológico, como "deixe o seu carro e plante uma árvore" ou "pare o aquecimento global e aproveite a natureza".  Uma árvore é desenhada no improviso do intermezzo, que é a parte onde os músicos têm a liberdade de criar antes da repetição ou da volta do tema principal da música. Nesse vídeo, percebemos uma saída criativa para tratar de temas tão complexos e delicados que envolvem a ação predatória e insustentável do ser humano na natureza.

Marco Leonel Fukuda
Músico e estudante de Jornalismo

Fonte: Amenidades do Design / Chaves Papel
Link original do vídeo: http://chavespapel.com.br/?p=1694

Agradecimentos a Lucas Leonel Fukuda, por ter apresentado este belo vídeo, que sugeriu mais uma pauta do blog Cultura Ciliar - Conciliar a Natureza e a Cultura.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Quintessência - Quinteto de Violões

Quinteto de Violões Quintessência


O Quinteto de Violões Quintessência, do Conservatório de Música Alberto Nepomuceno (CMAN) de Fortaleza, realiza no mês de julho de 2011 uma temporada de apresentações de música de câmara para violões. O Teatro Celina Queiroz recebe o quinteto de violões em recital conjunto com o Quarteto Cearense na próxima quarta-feira, dia 6 de julho, às 20h, entrada franca. Na quarta-feira seguinte, dia 13 de julho, também às 20h, o Quintessência se apresenta no Auditório do Dragão do Mar pelo projeto Brasil Instrumental. O ingresso é ao preço popular de R$2 a inteira e R$ 1 a meia entrada para estudantes, para conferir música instrumental cearense de qualidade.

O Quintessência é coordenado pelo violonista e professor David Calandrine e tem como integrantes Andernísia Nascimento, Gilberto Brito, Jeffrey Cardonha, John Nascimento e Pedro Neto, violonistas e alunos do Conservatório Alberto Nepomuceno. O grupo foi formado em 2010 e sua pesquisa envolve música de diversos períodos históricos e de tendências estéticas, com execuções de peças originalmente compostas para essa formação de quinteto de violões ou com adaptações de arranjos para o conjunto.

O repertório da atual temporada de julho do quinteto contempla peças de Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Astor Piazzolla, Guinga, Mozart, além do antológico grupo britânico The Beatles.
Ouça Eleanor Rigby de John Lennon e Paul McCartney, interpretada pelo Quintessência:





SERVIÇO
Quinteto de Violões Quintessência
Temporada de julho 2011

Quarta, 6 de julho de 2011
às 20h
Teatro Celina de Queiroz - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)
Entrada franca

Quarta, 13 de julho de 2011
às 20h
Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
R$2,00 / R$1,00

Links relacionados
1° FECEVI - Festival Cearense de Violão
Conservatório de Música Alberto Nepomuceno
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura 
Quarteto Cearense - Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho