Mostrando postagens com marcador cidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Violão e Viola no Mercado dos Pinhões


Vídeos de duas composições inéditas do violonista, violeiro e compositor Marco Leonel Fukuda, "Coração de Pinho" e "Sonhos Andarilhos", que serão gravadas no nosso 3º álbum de carreira. Filmadas em abril de 2014, no Mercado dos Pinhões (1897), patrimônio histórico municipal tombado no tradicional bairro Praia de Iracema, em Fortaleza. Videomaker: Valentino Kmentt (Mysteria / 2 Izqueiros).

Para nós foi uma alegria poder tocar em um espaço público tão simbólico da cidade, encontro de um domingo à tarde com os instrumentos na rua, violão e viola, ressoando juntos, ventilados pela brisa que vem do mar.   


Marco Leonel Fukuda - "Coração de Pinho" (viola de 10 cordas)




                                         Marco Leonel Fukuda - "Sonhos Andarilhos" (violão)




Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Orla de Fortaleza

Fortaleza, cidade conhecida como "loura desposada do sol", "capital alencarina", terra natal do escritor José de Alencar, também possui uma orla privilegiada, uma bela paisagem que torna a capital do Ceará um dos destinos turísticos mais visitados da região Nordeste e do Brasil. A partir do Mucuripe, tradicional ponto de concentração dos jangadeiros cantado por Fagner e Belchior, navegamos no ensaio fotográfico a seguir pela Beira-Mar até a Praia de Iracema.


O nosso olhar se volta para as embarcações atracadas na areia,
as jangadas próximas da margem da praia, o fluxo de pescadores
levando e trazendo o peixe para vender na feira.


Mercado dos Peixes em local provisório no
calçadão da Beira-Mar, próximo à estátua de Iracema.






Para chegar nos veleiros, somos levados por pequenos barcos desde a orla, depois
de comprarmos nossas passagens para os passeios. Agora, mais recentemente,
há várias promoções em sites de compras coletivas para esse tipo de atividade
e descontos para grupos. Há também opções mais refinadas para quem
pode pagar, como reserva do barco para o show pirotécnico de fogos
de artifício da passagem de ano, na noite do dia 31 de dezembro.

A orla de Fortaleza atrai os turistas e amantes de esportes aquáticos como
windsurf, iatismo, canoagem e o stand-up paddle, essa nova modalidade em que
a pessoa fica em pé com um remo grande à mão.



"As velas do Mucuripe vão sair para pescar..."
(Raimundo Fagner / Belchior)







Espigão, com suas pedras para conter o avanço do mar que veio com as obras
do Porto do Mucuripe. A prefeitura pavimentou o espigão e tornou o lugar
mais uma opção para passeio e contemplação na orla. 

Foto do Mara Hope, navio naufragado na costa da Praia de Iracema ainda nos anos 1980.
Quem for mergulhar por essas bandas, deverá encontrar o refúgio de peixes e corais.
Na lenda local e de expressão do humor cearense, diz-se das mulheres solteironas,
que estão ficando para "titias", fazem parte do "clube do Mara Hope."


Ao fundo, a Ponte dos Ingleses, um ponto turístico de onde se tem uma bela
vista da orla de Fortaleza, na Praia de Iracema. Conhecida como "Ponte Metálica",
mas feita totalmente de madeira, fica perto de locais como o Estoril e o bar Pirata.
Já disseram que dá para ver golfinhos se a pessoa chegar antes do amanhecer, às
cinco horas da manhã.

Vista do Mercado Central e da Catedral Metropolitana de Fortaleza, na fronteira
entre a Praia de Iracema e o Centro (downtown) da cidade.


 Textos e fotos:
Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Infância e Mídia - Conversa de Quintal



Serviço
Conversa de Quintal sobre Infância e Mídia - Comunicação para/com Crianças e Adolescentes
convidados: Profª Dra. Inês Vitorino (UFC) e jornalista Nut Pereira

Quinta-feira, 31/10/2013, (Dia do Saci em Fortaleza)
às 18h
Rua Capitão Gustavo, 3842 
São João do Tauape
Entrada franca

Fonte: Assessoria de Comunicação CETRA
(85) 3247-1660

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vídeo Acidentes de Trânsito


Vídeo feito por alunos da Faculdade Objetivo IEPO de    

Palmas-TO (2012/2013). 


  Direção: Demetrius Silva
 
 Produção: Simon Vieira e Claudio Marques

 Trilha Sonora Original: Marco Leonel Fukuda


Veja mais conteúdo sobre Educação no Trânsito aqui no

 Blog Cultura Ciliar:

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Paisagens Manauaras

Um dos igarapés, canais formados pelo Rio Negro,
após o conhecido passeio do Encontro das Águas,
que parte diariamente do Porto Flutuante de Manaus.


Manaus se encontra rodeada pela exuberante floresta Amazônica, e banhada pelo Rio Negro, um dos principais afluentes do Rio Amazonas. A capital amazonense apresenta belas paisagens naturais e construções arquitetônicas com influência da Belle Époque francesa, na passagem do século XIX para o século XX, quando foi uma das cidades mais prósperas do Brasil durante o ciclo econômico da borracha. Na cidade manauara percebemos o encontro entre natureza e cultura, toda a biodiversidade de fauna e flora convivendo com a diversidade cultural humana, dos povos que habitam a Amazônia e dela sobrevivem com atividades de extrativismo, como as populações ribeirinhas, as mais de 200 etnias indígenas da Amazônia Continental, os castanheiros e seringueiros.

Andar a pé por Manaus ou de barco no rio Negro é uma experiência antropológica, por entrarmos em contato com outros referenciais de estilos de vida, de hábitos alimentares e de cultura propriamente dita. E no aspecto gastronômico, o paladar também se admira com os pratos distintos da culinária local, a começar por frutas como cupuaçu, umbu, o coco cozido da pupunha, o buriti, o tucumã, o abiu, a graviola, o açaí, o taperebá (cajá no Nordeste); alguns mais conhecidos por serem exportados para outros lugares, enquanto a maioria dessas frutas permanece no coração da selva, ou nas barracas de feiras dessas cidades amazônicas ,para serem descobertas pelos viajantes, e pelos próprios brasileiros. Provamos e aprovamos o tacacá, um caldo indígena feita do caldo amarelo e fermentado da tapioca, o tucupi, (extraído ao se espremer a mandioca no cesto vertical de palha, o tipiti), a goma da mandioca líquida, camarões secos e a folha picante e anestésica do jambu. Os peixes de rio também são um deleite à parte, como a saborosa costela de tambaqui e o filé carnudo do pirarucu.  

A seguir, fotos de paisagens naturais e humanas, desde reservas ecológicas, o mercado local e outros pontos turísticos que demonstram as riquezas da região Norte do Brasil, na perspectiva de uma de suas principais metrópoles.


Mirante da Lagoa do Parque Ecológico do Janauari, uma das lagoas
formadas pelo Rio Negro. Nesse local, é possível vermos
as vitórias-régias e populações de macacos. Os troncos das árvores têm
 marcas d'água e são testemunhas do período anual de cheias do rio.

Seringueira com as cicatrizes do corte para a
extração do látex para a produção de borracha.
Parque Ecológico do Janauari.


Canal ao lado do Mercado Municipal de Manaus, em reforma até outubro
deste ano. Por essa entrada chegam todos os dias carregamentos de peixes
amazônicos saborosos para a população manauara. Mas para frente,
na orla do rio Negro, há o Mercado de Peixe da Panair, companhia
aérea cujos hidroaviões pousavam no início do século XX no rio, quando
a cidade ainda não possuía aeroporto nem pista de pouso.



Feirantes da Feira Moderna de Manaus, que descascam e vendem a polpa
do tucumã, tradicional fruta amazônica que é um dos principais
ingredientes do x-caboquinho, um sanduíche com pão prensado na chapa,
queijo coalho, tucumã e banana, uma delícia do café-da-manhã manauara.
O tucumã tem  um sabor curioso de mexerica desidratada e defumada
e broto de feijão (moyashi), e dessa fruta também se faz sorvete. 
Farinhas para todos os gostos, todas feitas da mandioca, matéria-prima
e alimento fundamental da região Norte. Farinha d'água, puba, uarini,
branca, de tapioca, que variam em texturas, sabores, pedaços crocantes,
e são utilizadas como acompanhamento de pratos de peixes, açaí, entre
outros pratos da culinária regional nortista.




Grãos de guaraná in natura, outra fruta amazônica conhecida
 por suas propriedades energéticas. Segundo a lenda da etnia Sateré-Mawé,
 o guaraná surgiu quando um deus mau e invejoso matou um
dos meninos mais belos e amados de uma tribo.
Tupã, o deus bom, sugeriu que se enterrasse o corpo do jovem,
 retirando-se os olhos. Do  túmulo do menino nasceu uma planta,
 que quando floresce e dá frutos lembra olhos humanos.


Longas vagens de feijão-de-metro e uma grande
variedade de pimentas se destacam nesse box da
Feira Moderna de Manaus.

A banana pacovan (ou banana-da-terra, para
os amazonenses) é uma das atrações da Feira
da Banana, logo atrás da Feira Moderna de Manaus.
Como tudo que vem da Amazônia, impressionam
a fartura e o tamanho dos alimentos.
Ainda verdes, podem ser fritas (banana chips)
ou podem ser utilizadas para doces e compotas.
Ouriço aberto da castanha-do-Brasil,
um fruto da Amazônia antes conhecido
por castanha-do-pará.


Feirante descasca manualmente a castanha-do-Brasil,
para dela guardar a preciosa e nutritiva amêndoa.



Anfiteatro da Praia de Ponta Negra, emoldurada pelo Rio Negro e
pela ponte que liga Manaus ao município de Iranduba-AM.
Palco para shows, festa do Revéillon e grandes eventos
na capital amazonense.

Praia da Ponta Negra, nas margens do rio Negro,
opção de lazer para as famílias, e um banho
refrescante de rio para manauaras e visitantes.
A cidade de Manaus ao fundo, vista a partir da Ponte Rio Negro,
com 3 km de extensão entre as duas margens. 
Um homem pesca com sua rede na beira da rodovia, após
ultrapassarmos a Ponte Rio Negro, na saída de Manaus.


Praia da Lua, com banhistas aproveitando a vida no Rio Negro.
Para chegar até lá, seguimos de ônibus até a Marina do Davi, após
a Praia da Ponta Negra, e vamos de lancha até a Praia da Lua.


Poético entardecer na despedida da Praia da Lua, para
seguirmos navegando no Rio Negro para retornar à
Marina do Davi, para pegar um ônibus para o Centro de Manaus.

Um legítimo peixe-boi amazônico, que podemos
ver ao vivo ao visitar o INPA - Instituto Nacional
de Pesquisas da Amazônia. A instituição estuda, cataloga
e cuida dos animais antes de devolvê-los à natureza.

Trilha suspensa do INPA, na área de preservação ambiental,
espaço destinado para pesquisadores, e aberto ao público
 para visitas de escolas, projetos de educação ambiental
e os cidadãos manauaras.



Refúgio de vários tipos de macacos no Zoológico do
CIGS - Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus.
Nessa área militar, há vários animais endêmicos da Amazônia
para os turistas conhecerem e apreciarem.

Modelo de Maloca Indígena situada no CCPA - Centro Cultural dos Povos
da Amazônia, na Bola da SUFRAMA, antes da entrada do Distrito
Industrial de Manaus (indústrias que produzem as mercadorias da Zona Franca).
 Nessa maloca, encontram-se artefatos indígenas e a representação do ambiente de moradia
 de uma aldeia, e conhecemos sobre a organização social e política dos
povos indígenas da Amazônia, com os pajés (sacerdotes, conhecedores
da medicina tradicional), os caciques e os tuchauas, chefes políticos das etnias.
Esse tipo de habitação indígena é encontrada no povo Dessana do Alto Solimões,
noroeste do Amazonas, na fronteira do Brasil com o Peru.

Exposição do Bumba-meu-Boi no CCPA, manifestação cultural
típica da região Norte, com influências indígenas e também
do boi maranhense. As toadas amazônicas dessa festa do Boi
são típicas e apresentadas como um carnaval nortista na cidade
de Parintins - AM nos meses de julho e agosto.

Um dos primeiros passeios de um pequeno manauara a bordo
de um barco de passageiros no Rio Solimões, com as suas águas barrentas.


Porto de Careiro da Várzea (AM), município próximo de Manaus,
porém banhado pelo Rio Solimões. Para chegar ao Careiro, pega-se um
ônibus até o CEASA de Manaus, ao final do Distrito Industrial, e
no terminal de passageiros compra-se uma passagem de lancha.
Temos a oportunidade de comer um tradicional peixe com farinha
numa palafita próxima ao porto do Careiro, além de ver na paisagem
o bailado dos botos-cor-de-rosa e dos tucuxis, ambos parentes do golfinho.
Ao fundo, a Arena da Amazônia, estádio de futebol que está sendo
construído em Manaus para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.
A arquitetura do estádio foi inspirada na estrutura de um balaio indígena.

Textos e Fotos
Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Teatro Amazonas



O Teatro Amazonas é uma das principais atrações turísticas de Manaus, além de ser um monumento cultural da época de ouro do ciclo da borracha (entre 1890 e 1920). O teatro foi inaugurado em 1896 pelo então governador Eduardo Ribeiro (o primeiro governador negro da história do Brasil, filho de uma ex-escrava), engenheiro que fez o primeiro Plano Diretor Urbanístico da cidade e dá nome a uma das principais avenidas do centro histórico da capital amazonense. Naquela época, Manaus foi uma das cidades mais ricas do país, considerada a "Paris dos Trópicos" pela quantidade de rios navegáveis cortando a cidade. A capital francesa é homenageada numa pintura no teto do teatro, que simboliza as formas da Torre Eiffel vista de baixo. A Belle Époque influenciou a arquitetura e os costumes do povo amazonense, e o teatro representa o auge da prosperidade desse momento do passado, com os lustres italianos feitos de vidros de Murano e  uma famosa cúpula com telhas nas cores da bandeira nacional, sobre a construção de estilo neoclássico. O declínio do ciclo da borracha ocorreu quando os ingleses contrabandearam 50 mil sementes de seringueira para cultivar plantações na Malásia, um caso de biopirataria bem ilustrativo do espírito corsário tradicional das atividades econômicas e políticas dos britânicos.







Concerto da Orquestra de Violões do Amazonas, dirigida pelo Maestro David
Nunes, na abertura do Festival Amazonas de Música.

O teatro luxuoso foi construído no coração da selva amazônica para o entretenimento e os encontros sociais da elite dos barões da borracha, que iam para óperas, concertos e espetáculos teatrais vestindo as melhores roupas da última coleção de moda europeia do período e para demonstrar status. Conta-se que a ostentação era tamanha que os abastados manauaras daquele tempo faziam das cédulas de réis o papel de fumo para charutos; as baronesas não lavavam seus vestidos caríssimos com as águas escuras do Rio Negro, mas enviavam-nas de navio para serem lavadas e engomadas no Velho Mundo. Uma outra curiosidade a respeito do Teatro Amazonas é que nas suas proximidades havia alguns trechos de calçamentos de borracha bem resistente com isolamento acústico, feitos para que as rodas das carruagens passassem e não fizessem barulho no interior do teatro. Com seus 117 anos, o Teatro Amazonas segue como um monumento importante, um patrimônio histórico e cultural da Amazônia, lugar imperdível para quem visita Manaus e aproveita para fazer uma visita guiada e participar da programação do teatro.







Vista da Igreja São Sebastião e do Largo São Sebastião, a partir da varanda
do 2º andar do Theatro Amazonas, na saída do Salão Nobre.

Maquete do Teatro Amazonas feita de lego.

Textos e fotos
Marco Leonel Fukuda
Músico e comunicador